sexta-feira, 27 de março de 2015

" Cubos³ " | © Tchello d'Barros






Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

"Agora" / "Now" | © Tchello d'Barros







Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences

sábado, 21 de março de 2015

"Quadra" | © Tchello d'Barros


"Concomitâncias" / "Concomitances" | © Tchello d'Barros





Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

quarta-feira, 18 de março de 2015

"Reforma Política" / "Political Reform" | © Tchello d'Barros





Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências", de Tchello d'Barros
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences", by Tchello d'Barros

domingo, 15 de março de 2015

"Nada a Declarar" / "Nothing to Declare" | © Tchello d'Barros



Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"de Tchello d'Barros,
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences", by Tchello d'Barros,
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"Censurado" / "Censored" | © Tchello d'Barros




Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências", de Tchello d'Barros,
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences", de Tchello d'Barros,


"Poetryleaks" | © Tchello d'Barros




Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências", de Tchello d'Barros.
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences", by
 Tchello d'Barros.

terça-feira, 10 de março de 2015

"Receita aos Médicos" / "Recipe to Health Doctors" | © Tchello d'Barros






Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"



sábado, 7 de março de 2015

"Uma Cai_a" / "A Bo_" | © Tchello d'Barros






Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

sexta-feira, 6 de março de 2015

"Consumai ou Excluir-se-vos-á" / "Consume or will be Excluded" | © Tchello d'Barros



Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

terça-feira, 3 de março de 2015

"Aduanaduana" | © Tchello d'Barros








Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

"Borboletras" / Butterflletters" | © Tchello d'Barros





Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

"Veto-Voto" / "Interpose Vote" | © Tchello d'Barros




Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Exposição "Convergências" em Belo Horizonte, MG, Brasil




Cartaz e banner da exposição de poesia visual “Convergências”, de Tchello d’Barros, na Galeria da Árvore - Espaço do MUNAP Museu Nacional de Poesia, em Belo Horizonte (BH), Brasil. Curadoria de Regina Mello,. 2013
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Poster and banner of visual poetry exhibition "Convergence" by Tchello d' Barros, at Galeria da Árvore (Tree Gallery) - in Space MUNAP Museu Nacional da Poesia (National Poetry Museum), in Belo Horizonte, Belo Horizonte (MG), Brazil. Curated by Regina Mello. 2013

"Real" | © Tchello d'Barros



Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

Exposição coletiva em Baeza, Espanha.




01 Poema Visual incluído na exposição coletiva "Poesía Visual Contra Violencia de Género”, na IES Santisima Trinidad, em Baeza (Jaén), Espanha. Curadoria de Miguel Agudo. 2010

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01 Visual Poem included in the exhibition "Visual Poetry Against Gender Violence”, in IES Santisima Trinidadl, at Baeza (Jaén), Spain. Curated by Miguel Agudo. 2010

domingo, 22 de fevereiro de 2015

"Inexorável" / "Inexorable" | © Tchello d'Barros



Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"


"Academia" / "Academy" | © Tchello d'Barros


 

Poema visual da exposição itinerante "Convergências"
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Visual poem from travelling exibition "Convergences"

"Granada" / "Granade" | © Tchello d'Barros




Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"


Texto crítico de JOSÉ ALOISE BAHIA




CONVERGÊNCIAS ADITIVADAS

José Aloise Bahia*

“O visual caracteriza-se por manter a palavra como apêndice da imagem ou a imagem como apêndice da palavra. Dessa forma, uma é o complemento da outra. O que conta é a mensagem passada ao leitor.” [Hugo Pontes, sobre a diferença entre o poema visual e o poema processo, em entrevista para Carlos Herculano Lopes, caderno Pensar, jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, MG, 28Jul2007]

Convergências é um projeto dinâmico, atua em várias cidades do território brasileiro, propondo um exercício estético estimulante. Uma ressonância da arte contemporânea, privilegiando um contato mais direto com a investigação, discussão e a reflexão intelectual sobre a linguagem plástica. Conteúdo, forma, expressão e unidade num ato de aproximação/desaproximação, palavra/imagem e imagem/palavra, de Tchello d’Barros com os detalhes gráficos trabalhados de maneira clara/escura e escura/clara, ratificando a polifonia de uma vasta produção e experimentação artística na construção de sentidos.

Preto no branco. Branco no preto. Circulantes. Seus poemas visuais são aditivados pelo combustível das letras intertextuais em movimentos contínuos, influências, diálogos (Jasper John, Andy Warhol, Basquiat, Augusto de Campos, Julio Plaza, Vik Muniz, etc.) e os ruídos, interferências que perturbam os resíduos de uma cultura imediatista, controlada por determinados recursos técnicos, marcas registradas e seus códigos de barras. Uma sociedade degenerada, materialista, individualista, violenta e desencantada, que já não tem tempo para a contemplação necessária. O diagnóstico encarcerado em cercas e muros urbanos, não é indiferente para o artista, pois as produções de Tchello d’Barros, cada qual com a sua autonomia, são relações para sair da invisibilidade e um campo fértil para a perseverança. Noutro sentido, uma incursão inevitável na linguagem, a necessidade de um Neo-Humanismo.

Toda letra é uma imagem. Toda imagem, uma letra. Suplementação. O conjunto de imagens aponta várias mensagens aos espectadores, correlacionando forma e conteúdo, elementos essenciais da plasticidade, na expansão da narratibilidade. Todavia, a visualidade intrínseca das obras também aponta a magnitude estética ao rejeitar a espetacularização, tematizando a tensão letra/imagem e imagem/letra, a qual faz sentido invocar Maiakovski: “A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”.

Prolongamentos. As palavras de Maiakovsvki remetem a possíveis leituras, conexões e descobertas mais que pertinentes, permeando toda a mostra. A sensibilidade elaborada é contaminada pela profundidade imaginativa, o pensamento e a capacidade de instigar outras interpretações. O espanto perpassando pelo não apresentado num mundo de aparências indelicadas, a necessidade de um Neo-Humanismo.

Sedento de variações e configurações contextuais de boa qualidade. Neo-Humanismo nas extremidades de uma bigorna. A possibilidade latente de recolocar a imaginação no seu devido lugar: que retrata, acolhe ou rejeita qualquer tentativa de esvaziar cada vez mais a expressão/expansão de valores que acrescentam significados promissores do encontro da imagem com a palavra, unidade indissociável. Do encontro do homem consigo mesmo. Do ponto de vista artístico, pleno de sapiência nas Convergências aditivadas, lúcidas e primorosas de Tchello d´Barros.

* José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG/Brasil). Jornalista, escritor, pesquisador, ensaísta, colecionador de artes plásticas e crítico de literatura e artes visuais

"Conversão" / "Conversion" | © Tchello d'Barros




Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

Texto crítico de AL-CHAER



Para onde converge a poesia visual de Tchello d’Barros?

Estamos diante de um artista que tem no olhar a principal ferramenta. Ferramenta diariamente lubrificada pelo sentimento. Neste “olhar preciso” de “sentimento raro”, Tchello d’Barros promove um incansável encontro. Seu “olhar” convida o nosso “olhar” para um abraço visual.

Atribui-se ao “Ovo” do grego Símias de Rodes como sendo o primeiro poema visual conhecido (três séculos antes de Cristo). Mas eu diria que a origem da Poesia Visual está nas pinturas rupestres e nos ideogramas. De lá pra cá, a visualidade na poesia passou por várias experimentações, caminhos e vertentes, até que foi criado o termo Poesia Visual (muito contestado e que alguns estudiosos preferem chamar de poesia inter-semiótica). Mesmo que contestada a denominação, mesmo que contestada a própria Poesia Visual, a Poesia Visual está aí, com esta nomenclatura e é um movimento poético de abrangência mundial, em que o Brasil é um dos países com vários expoentes na produção e divulgação desta forma de arte. O passado recente foi muito generoso com as artes visuais e a Poesia Visual se beneficiou de heranças como os caligramas, o letrismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, o poema concreto (este sim é um termo “brazuca” que foi incorporado pelo Mundo afora), a Pop Art e, mais recentemente, com a revolução digital, o aparecimento das possibilidades que o hipertexto propicia (imagem, movimento e som).

A poesia visual de Tchello d’Barros dialoga com todos estes movimentos, mas não é apenas um diálogo de reconhecimento. O mais impressionante na construção de sua poética visual é o eixo que a norteia: há uma coerência em que clareza e simplicidade são cúmplices. E uma objetividade que nos faz concluir que, se Tchello sente com o “olhar”, ele “pensa” com um trabalho rigorosamente planejado e cuidadosamente estabelecido em um cronograma sem fim. Seu “olhar” não pára de trabalhar.

E, sabedor da importância da Poesia Visual, mais do que expor seu talento, Tchello tem uma obsessão que é a itinerância da mostra Convergências, uma obsessão que não é narcisística. É uma obsessão didática, pois nos caminhos que percorre, Tchello procura manter contato com estudantes e artistas, através de palestras e oficinas, paralelamente à mostra. Nestes contatos, Tchello ensina e aprende, pois tem a missão de promover, através da Poesia Visual, a discussão das artes visuais e de sua função como objeto cultural e transformador.

Não é fácil destacar alguns poemas visuais da mostra Convergências, pois a obra de Tchello d’Barros é para ser vista/percorrida no todo. Contudo, coube a mim esta honra e desafio. Mais honra que desafio. Pois a primeira se basta e o segundo não se esgota.

No poema visual “Eternidad”, Tchello nos apresenta a solução poética do moto-contínuo que é a eternidade, com uma simplicidade que é a alma-gêmea da genialidade. A roda. O giro. A palavra interminável. E, colocado o título em Espanhol, a tradução para a Língua Portuguesa aglutina o primeiro “E” ao último “E”, caracterizando mais ainda a universalidade do tema.

O que gosto muito na poesia visual de Tchello d’Barros, além da construção visual em si, são os títulos. Não apenas pela explicação, mas pela pertinência de sua sensibilidade incomum na junção de palavra e imagem. Nós temos a Capitu de Machado de Assis. Na minha maneira de ver, “Olhar ralo” é a Capitu, na versão Tchello-visual. O que era oblíquo, agora é ralo. O que era dissimulado, agora se esvai e se esgota.

Outro foco de Tchello é utilizar da Poesia Visual para denunciar e combater, como no poema “Preconceito”. Neste poema o leitor não fica imune, nem impune. Independentemente de tamanho, cor, todos nós temos o mesmo valor e o mesmo significado. Somos todos de uma mesma “fonte”. E é uma tarefa de todos nós extirparmos o preconceito, a segregação, os rótulos. Apropriando-nos deste tema, podemos extrapolar o sentido para a própria arte, que deve ser vista sem preconceitos, com necessidade de “abertura” e não de classificações, nem reduções.

A poesia visual de Tchello d’Barros não caminha sozinha. Vem junto às demais faces deste Tchello-multi-tudo: poeta, designer, desenhista, artista plástico, poeta visual, fotógrafo, artista digital, haicaísta, cordelista, cronista, promotor cultural, palestrante, viajante e profundo conhecedor da história das artes.

Nos idiomas, as palavras envelhecem, algumas chegam a morrer. Da maneira rara como Tchello as vê, as palavras se tornam mais jovens. Da forma surpreendente, criativa e talentosa como Tchello nos mostra, as palavras nos rejuvenescem. Assim também o é com os traços, com as formas e com as imagens.

A mostra Convergências não mostra tudo, mas revela: revela um Tchello d’Barros convergindo nossos olhos para esta viagem de ida pela Poesia Visual.

Mas, um aviso! O bilhete é só de ida. Sem volta.

AL-Chaer
Poeta

Novembro de 2009

Tanka p/ Pollock" | © Tchello d'Barros



Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

Texto crítico ANDRÉ LEITE FERREIRA




Labirintos e Convergências: Poesia Visual Além Das Aparências



por André Leite Ferreira*

Tchello d’Barros é um catarinense que gosta de chimarrão e reside atualmente em Belém, Amazônia. É um poeta da palavra e da imagem que não mede esforços e nem recusa a possibilidade de utilização da tecnologia disponível. Passeia pela Literatura e pelas Artes Visuais e gráficas com enorme desenvoltura. Além disso, escreve Literatura de Cordel sem deixar de ser contemporâneo, escreve Literatura Infantil sem deixar de ser lúdico. Na Poesia Visual deixa sua marca com forte expressividade e criatividade, através de trabalho duro e extensa pesquisa. 

Se pensarmos na trajetória da Poesia Visual no mundo, podemos perceber sua marca desde tempos idos, passando pela revolução explosiva de Mallarmé e seu Lance de Dados, Apollinaire e seus Caligramas ou mesmo os poetas radicais do Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo, sem esquecer os re-descobridores de Lautréamont e Rimbaud, poetas fundamentais - e mesmo visuais - por produzirem uma poesia imagética e sensorial. No Brasil não podemos esquecer os poetas do Concretismo, os irmãos Campos e Décio Pignatari, que merecem reverência e respeito. Além deles, citemos ainda Leminski, José Lino Grünewald, Philadelpho Menezes e o Poema-processo de Wlademir Dias-Pino. Tivemos ainda várias revistas alternativas nas décadas de 70 e 80, que foram difusoras e entusiastas da Poesia Visual, isso para citar somente algumas fontes e para dizer que esta ainda se faz com entusiasmo na contemporaneidade, como no caso do trabalho de Tchello d’Barros, fundamentado na pesquisa e na experimentação radical.

Convergências é uma série consistente em contínua construção, que se insere no contexto da produção atual da Poesia Visual, e como não podia deixar de ser, ora surge uma referência a Borges, ora a Brossa, com homenagens sinceras e referenciais, já que são construções produzidas a partir de uma pesquisa prévia e paciente. Ao trabalhar com a multilinguagem, Tchello d’Barros vai além e insere-se na produção contemporânea brasileira sem se repetir, ou mesmo se reduzir, mas com uma tendência de se expandir sempre e cada vez mais.

Poemas como Me dê Cifras ou mesmo A Teia, nos remetem ao humor e ironia tão necessários ao cotidiano e a poesia, os signos falando, transmitindo, comunicando, a teia, a rede, o labirinto, o homem e seu próprio labirinto. Somam-se o enigma, o jogo, o som, a imagem, a palavra e a interpretação intersemiótica, como propunha Julio Plaza. Alçar vôo e ir além, inserção em circuito nacional itinerante e repleto de ação, numa obra em progresso. A proposta de itinerância desta exposição é um processo de suma importância para a divulgação e ampliação da Poesia Visual criada por poetas contemporâneos do Brasil, quiçá na América Latina e no mundo.

A itinerante exposição de poemas visuais Convergências, impressiona não apenas pela força imagética, mas principalmente pela atualidade, sinceridade e humor. Tchello d’Barros criou um mundo de imagens gráficas, recheadas de simbolismo e de palavras que vão além do óbvio, fazendo com que o olhar do expectador se expanda e se surpreenda com detalhes sutis inseridos em sua obra. A circulação e intinerância destes trabalhos nos dão a dimensão e a importância da Poesia Visual para o mundo contemporâneo e acelerado que vivenciamos hoje. Às vezes, é preciso parar e meditar para se perceber o que sempre está lá na nossa frente, na nossa cara. 

Belém, Amazônia - Junho 2011
*Poeta, Produtor Cultural e Curador de Audiovisuais.

"Raça ou Etnia?" / "Race or Ethnicity?" | © Tchello d'Barros



 

Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

Texto crítico de HUGO PONTES




Convergências: a Poesia Visual de Tchello d’Barros

por Hugo Pontes*

O experimentalismo poético, no Brasil, não estacionou no Concretismo, pois as experiências continuaram até os dias de hoje com resultados surpreendentes. A partir de 1970 os poetas visuais surgem promovendo as suas primeiras exposições e publicações alternativas. Com o tempo, novos integrantes aderem ao poema visual e cada um manifesta a sua arte, utilizando-se de recursos variados: xerografia, holografia, vídeo, cartazes impressos, laser, cartões postais, selos e a digitalização computadorizada.
Tudo isso para que o poema visual valorize a imagem como entidade universal. A palavra, no caso, é muito bem explorada e colocada, compondo um todo harmônico capaz de permitir ao “vleitor” - aquele que lê e vê ou só vê - uma infinidade de leituras, de acordo com o nível do seu conhecimento, experiência de mundo, cultura e escolaridade.
O poema visual, no Brasil, encontrou eco em algumas publicações, principalmente as alternativas. Entretanto a partir de 1996, com a Internet, os visuais ganharam espaço e hoje ocupam uma parcela significativa na difusão dos poetas visuais e seus trabalhos.

Destacamos os estados onde estão localizados os núcleos dessa manifestação: Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
E entre os vários nomes que sobressaem está o de Tchello d’Barros, poeta visual cuja obra ganha dimensão na atualidade com seus poemas plenamente realizados, dentro de uma proposta visual que prima pela qualidade, remetendo para o observador o desafio que instiga uma interpretação não-linear e de caráter universal.

Para tanto é importante que sejam observados nesta mostra, denominada CONVERGÊNCIAS, poemas como: A Tei@, Preconceito, Arrobada, Me Dê Cifra, Face Fácil e os outros trabalhos que - com muito humor - nos trazem mensagens de caráter crítico, social, político e econômico sobre os diversos ângulos do nosso cotidiano.

*Hugo Pontes - Professor, poeta e jornalista.
Poços de Caldas/MG - Outubro 2009

"Química" / "Chemistry" | © Tchello d'Barros

 
Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

"Capetali$mo$" | © Tchello d'Barros


 

Poema visual da exposição individual e itinerante de poesia visual "Convergências"
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Visual poem of individual and traveling exhibition of visual poetry "Convergences"

Texto crítico de CLEMENTE PADIN



A Poesia Experimental Vibra...

Toda criação genuína é experimental em relação à sua linguagem. Ou seja, não poderia ser genuína sem questionar e perturbar a linguagem que emprega, chegando, em casos extremos, a produzir novos códigos de relação entre 
seus signos, muito distantes dos atuais ou vigentes. Não apenas na expressão de novos conteúdos semânticos (a nova informação) extraídos do caos mediante a experimentação radical exercida sobre a realidade e sua representação consensual, nas linguagens, como também na maneira em que são expressos esses conteúdos. O amor (conteúdo) é e sempre será o mesmo em todos os tempos e em todos os lugares. Sem dúvida, em cada tempo e em cada lugar encontra maneiras diversas de ser enunciado, de tal forma que sempre nos aparece como que luminoso e renovado ao nosso entendimento (a forma de expressão).

Existe uma grande gama de poemas que não usam palavras, que se situam fora do verbal, tais como a grande maioria dos poemas letristas ou os poemas fônicos, que apenas registra sons, fonemas ou ruídos provocados pelos órgãos da dicção ou os poemas visuais, que apenas inscrevem letras ou segmentos de palavras com a concorrência ou não de representações visuais que, de acordo com esta atitude, ficam fora do cânone literário, não sendo considerados poesia (nem mesmo artes plásticas ou música). E ainda, outro setor da crítica só os considera poemas se detectar a presença de elementos lingüísticos, ou dessa aparência, que tenham relação com a escritura e com a dicção em razão dos aspectos que comporta a linguagem em concordância com certas teorias gerais da linguagem, para as quais bastariam pequenos sinais lingüísticos, visuais ou sonoros, para que o leitor (ou ouvinte) possa reconstruir a expressão semântica e concretizar, assim, a comunicação.

A leitura é a verdadeira vedete dessa série singular. Por um lado nos oferece a possibilidade de decidir por nós mesmos o valor vivencial que esses poemas têm para nós em relação a nossos repertórios de conhecimentos e experiências pessoais. E, por outro, ao questionar a poesia tradicional, nos obriga a criar, ou estabelecer novos modos de interpretação, o que nos situa como co-criadores pois, ainda que Tchello d'Barros nos ofereça novas formas, parcialmente incompreensíveis, também nos brinda, dentro de cada poema, os elementos necessários para sua interpretação. Apenas temos que descobri-los...

Clemente Padin
Outubro 2006
Montevidéo - Uruguay